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Inteligência artificial ganha destaque em curso de comunicação da Escola Sul da CUT
Publicado em 03/07/2026
Fonte: CUT
Primeiro módulo da formação debateu os impactos da IA na comunicação sindical e reforçou a necessidade de uso crítico das novas tecnologias para fortalecer o diálogo com a classe trabalhadora.
A inteligência artificial (IA) e seus impactos sobre a comunicação sindical estiveram entre os principais temas do primeiro módulo do Curso de Comunicação Sindical promovido pela Escola Sindical Sul da CUT, realizado entre os dias 17 e 19 de junho, em Florianópolis (SC). A atividade reuniu dirigentes, militantes e comunicadores sindicais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para discutir os desafios da comunicação em um cenário marcado pela transformação digital, pela disputa de narrativas e pela circulação acelerada de informações.
Organizado em quatro módulos, o curso foi concebido como um processo continuado de formação para fortalecer a comunicação da CUT na Região Sul, articulando reflexão política, análise crítica da realidade, conteúdos teóricos e atividades práticas. A proposta é contribuir para que dirigentes e comunicadores ampliem sua capacidade de diálogo com a classe trabalhadora e qualifiquem sua atuação nas entidades sindicais.
Um dos destaques desta primeira etapa foi a participação do jornalista Ricardo Pessetti na aula magna. Com experiência em inteligência artificial aplicada à comunicação, ele relacionou a trajetória histórica dos meios de comunicação aos desafios enfrentados atualmente pelo movimento sindical.
Durante sua participação, Pessetti abordou o avanço das tecnologias digitais e a presença cada vez maior da inteligência artificial na produção e circulação de conteúdos. A discussão destacou que o uso dessas ferramentas exige dos sindicatos não apenas domínio técnico, mas também uma compreensão crítica sobre seus usos, limites e impactos políticos.
O tema da IA integra o conjunto de desafios enfrentados pela comunicação sindical diante da concentração dos meios de comunicação, da desinformação, da influência das plataformas digitais e da circulação de discursos conservadores e antipopulares. Nesse contexto, a Escola Sul defende que fortalecer a comunicação significa também ampliar a capacidade de leitura da realidade, mobilização e organização coletiva.
Além da discussão sobre inteligência artificial, o primeiro módulo concentrou os debates na relação entre conjuntura, realidade e comunicação. Os participantes estudaram a trajetória histórica dos meios de comunicação, a formação da opinião pública, a disputa de hegemonia e as mudanças provocadas pelas transformações tecnológicas na forma como a informação circula e como a sociedade se organiza.
A programação também incluiu momentos de leitura, debates em grupo e exercícios práticos voltados à análise da comunicação e à sistematização de conteúdos. A metodologia busca integrar estudo, reflexão e elaboração coletiva, valorizando a experiência dos participantes e relacionando os conteúdos aos desafios enfrentados pelas entidades sindicais em seus territórios.
Nos próximos módulos, a formação aprofundará temas como plataformas digitais, economia da atenção, produção de conteúdo, linguagens contemporâneas, uso responsável da inteligência artificial e estratégias para fortalecer a comunicação sindical.
Para a Escola Sul, estruturar o curso em quatro módulos reafirma a compreensão de que a comunicação deve ser tratada como parte da formação política e da disputa de projetos de sociedade, e não apenas como uma atividade operacional de apoio às ações sindicais.
Com a realização do primeiro módulo, o Curso de Comunicação Sindical inicia um percurso formativo voltado à construção de uma comunicação mais crítica, articulada e comprometida com os desafios do movimento sindical cutista, incorporando o debate sobre a inteligência artificial como um dos temas centrais para a atuação das entidades nos próximos anos.

