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Fetec/PR e sindicatos filiados participam de audiência pública na Alep
Publicado em 12/08/2025
Fonte: Fetec-Pr
Representantes da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Paraná (Fetec-CUT/PR) e de seus 10 sindicatos filiados (Curitiba, Apucarana, Arapoti, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Guarapuava, Londrina, Paranavaí, Toledo e Umuarama) estiveram presentes na manhã desta segunda-feira (11), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep-PR), para participar de uma audiência pública cujo tema foi “Terceirização como forma de retirar direitos”. O debate foi uma iniciativa do deputado estadual Arilson Chiorato (PT) e lotou o plenarinho da assembleia.
Convidado a discursar na mesa de honra, o presidente da Fetec/PR, Deonisio Schmidt, avalia que é preciso com que os trabalhadores e trabalhadoras se identifiquem como tais e não como empreendedor e colaborador. “A consciência de classe é o primeiro passo para atingirmos a justiça social que buscamos. Temos que combater este sistema neoliberal, que tira a subjetividade das pessoas e forma um parlamento que cota contra a classe trabalhadora, aprovando reformas nefastas como a trabalhista, da previdência, entre outras. Eles alegam que isso ‘moderniza’ as relações de trabalho, mas sabemos bem que isso serve apenas para tirar os direitos dos trabalhadores e concentrar riqueza nas mãos de poucos”.
Deonisio aponta que para alcançar a justiça social é necessário passar por alguns processos. “Toda vez que perdemos direitos e renda, estaremos concentrando renda nas mãos de uma minoria. Se quisermos avançar na justiça social, devemos passar obrigatoriamente pelo processo de desconcentração da riqueza, precisa debater os efeitos e consequências das reformas e essa da terceirização. Concordamos que o capital precisa ter produtividade e rentabilidade, mas é preciso respeitar o trabalhador tanto na sua saúde física quanto mental”, salienta.
Ao final de sua fala, o presidente da Fetec fez uma sugestão aos presentes na audiência. “Quero lançar aqui que, além do movimento sindical, procuremos outras entidades representativas, a magistratura, políticos, entre outros, para construir o Fórum Paranaense de Combate às Terceirizações, como forma de combater a retirada de direitos e a concentração de riqueza”, encerra.
A presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, Cristiane Zacarias, afirma que é preciso combater as terceirizações. “Este grupo que está aqui precisa ter um compromisso de questionar a terceirização, não enquanto um conceito, mas enquanto prática, porque a gente não pode admitir que a terceirização se torne corriqueiro. A terceirização acaba por precarizar as relações de trabalho. Nós temos que questionar isso em todos os locais, independente de que tenham uma lei dizendo que é possível, nós convivemos todos os dias com pessoas que exercem a terceirização autorizada pela lei, com situações desumanizadas e extremamente desrespeitosas e precarizadas”, aponta.
Cristiane cita que a categoria bancária vem passando por uma situação que se encaixa nesta situação. “Só este ano, os três principais bancos privados do país, lucraram mais de R$ 42 bilhões, então isso não justifica terceirizar da forma que o Santander vem fazendo e muito menos fraudar a lei do país para justificar, retirar direitos das pessoas e colocar trabalhadores que até hoje exerciam a função de bancários protegidos pela convenção coletiva nacional que os bancários têm. Sem a proteção de um sindicato, quem vai fazer a defesa destes trabalhadores?, indaga.
O secretário de organização e administração do Sindicato de Curitiba, Denner Halama, reforça a narrativa contra o Santander. “Já foi identificado mais de 200 CNPJs coligados. O Santander contrata em vários CNPJs, tirando da nossa categoria, tirando da nossa segurança de convenção coletiva, tirando da nossa proteção trabalhista, colocando em outras categorias que têm uma representação menor, ou talvez menos direitos, que foram conquistados agora, ou alguns CNPJs que pertencem a algumas categorias que nem organização sindical tem. Então, Santander faz isso de uma forma escancarada e com certeza é o tubo de ensaio para os outros bancos. Santander é um descumpridor de lei há muito tempo”, salienta.
Veja o vídeo feito pelo Sindicato de Curitiba
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Foto: Gibran Mendes

Foto: Gibran Mendes

Foto: Gibran Mendes
Texto e fotos: Flávio Augusto Laginski