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Segurança pública na gestão Ratinho Júnior segue um estereótipo para abordagem?
Publicado em 20/01/2026
Fonte: Fetec-CUT/PR
Episódio envolvendo PM e ex-jogador de futebol é bastante elucidativo
O ex-jogador de futebol Perdigão foi vítima de agressão policial no último domingo (18), após sair da partida disputada entre São Joseense x Operário, na Vila Capanema, em Curitiba, pelo Campeonato Paranaense. A vítima, que é negra e se veste de forma mais despojada, relatou que teria ido cumprimentar os policiais, quando foi recebido por golpes de cassetete por um deles.
Campeão do mundo pelo Internacional e com passagens por grandes clubes do Brasil, Perdigão usou as redes sociais para divulgar vídeos, fotos e um desabafo sobre o ocorrido. A Polícia Militar informou que o policial envolvido no caso foi afastado.
Cabe aqui uma reflexão: se Perdigão, que é um atleta conhecido, foi recebido desta forma, o que acontece nas periferias o Estado? Será que se o ex-atleta estivesse vestido com roupas de grife a agressão teria acontecido? Ou o fato de generalizar o visual de uma pessoa virou pré-requisito para que a PM aja com truculência? Não estamos lidando apenas com o despreparo dos policiais, mas sim com um modelo deliberado de gestão de Ratinho Junior, Tarcisio e demais extremistas, em que os PMs atacam primeiro e perguntam depois.
Podemos acrescentar ainda que o caso só ganhou repercussão porque a vítima é conhecida. Se tivesse acontecido com um cidadão comum, provavelmente o caso seria apenas mais um nas estatísticas de violência policial.